Atirador sul-coreano Cho Seung-Hui matou 32 pessoas e deixou uma carta

O atirador sul-coreano que matou 32 pessoas e se suicidou na universidade Virginia Tech vivia legalmente nos Estados Unidoscom seus pais há 14 anos, informou, nesta terça-feira, uma autoridade da imigração dos EUA.Cho Seung-Hui, de 23 anos, mudou para os Estados Unidos em setembro de 1992 e vivia em Centreville, Virginia, disse Chris Bentley, um porta-voz dos Serviços de Cidadania e Imigração.Cho, um estudante de literatura inglesa na universidade foi identificado pela polícia como o atirador responsável pelas mortes na segunda-feira.Como um residente estrangeiro, comumente conhecido como um detentor do green-card, Cho podia viver e trabalhar indefinidamente nos Estados Unidos, embora ele não pudesse votar ou obter um passaporte norte-americano, disse Bentley.
Bentley não quis revelar mais informações sobre os pais de Cho, alegando leis de privacidade.A família de Cho não pôde ser encontrada para comentar.

A Fox News informou que agentes federais revistaram a casa de Cho em Centreville.O governo da Coréia do Sul disse que está preocupado com uma possível revolta contra sul-coreanos que vivem nos EUA depois do ocorrido.Uma carta encontrada por investigadores no dormitório do autor do massacre na universidade Virginia Tech, que deixou 32 mortos na segunda-feira, 16, indica que o crime foi premeditado, informou o jornal americano Chicago Tribune nesta terça-feira, 17.

A carta incluía uma lista de queixas de Cho Seung-hui sobre seus colegas, intitulando-os de “garotos ricos”, “festeiros” e “charlatões enganadores”. Segundo investigadores, o rapaz sul-coreano de 23 anos seria o responsável pelo ataque - o mais sangrento tiroteio em instituições de ensino na história dos EUA.De acordo com o Tribune, Cho diz na carta que os culpados pelo massacre eram as próprias vítimas: “Vocês me fizeram fazer isso”, escreveu ele.Cho e já tinha dado sinais de comportamento incomum, como quando iniciou um incêndio num quarto do alojamento da universidade ou ao perseguir mulheres, disse o Tribune, que usou como fontes pessoas próximas à investigação.Segundo o jornal, os investigadores acreditavam que Cho já havia tomado, em algum momento da vida, remédios contra a depressão.

“Ele era muito calado, estava sempre sozinho”, disse ao jornal Abdul Shash, vizinho da família de Cho em Centreville, na Virgínia. Segundo Shash, Cho passava a maior parte de seu tempo livre jogando basquete, e não respondia quando alguém o cumprimentava.As redações de Cho no curso de escrita criativa da universidade também despertaram suspeitas de estudantes e professores. Um colega do sul-coreano ouvido pela CNN destaca que muitos alunos do curso já haviam especulado sobre a possibilidade do estudante tornar-se um atirador.

“Era como algo saído de um pesadelo”, escreveu Ian McFarland sobre uma redação de Cho, em seu blog. “Os textos tinham um tipo de violência bastante maluca, macabra, citando armas que eu nunca imaginei que existissem.”O estudante lembra que na ocasião os estudantes já imaginavam que ele poderia ser perigoso. “Antes de ele entrar na classe,
nós começamos a especular uns com os outros, com preocupação, sobre a possibilidade de ele ser um atirador”.

A polícia identificou Cho na terça-feira como o responsável pelas mortes na respeitada universidade, que tem 26 mil estudantes e fica na pacata cidade de Blacksburg. “Cho era solitário e estamos com dificuldades para encontrar informações sobre ele”, disse Larry Hincker, porta-voz da universidade.Havia mortos e feridos em pelo menos quatro salas de aula e numa escadaria, afirmou a polícia.Veja as fotos da tragedia, o corpo do atirador estava no meio de várias das vítimas.Cho levava consigo uma mochila com o recibo da pistola Glock 9 mm que havia comprado em março, por US$ 571, junto com 50 cartuchos, segundo informações da CNN. A outra arma usada por ele foi uma pistola calibre 22.





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